sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tudo de mim..Por - Pâmella Marcenal



Se eu pudesse te prender,dominar seus sentimentos,Controlar seu passos,ler sua agenda e pensamentosMas meu frágil coraçãoAcelera o batimento 




Altar Particular Maria Gadú

Meu bem, que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
Do teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje, sinto que
o tempo da cura tornou a tristeza normal
Então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós

Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo, faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor




LINHAS PARALELAS


Compreendemo-nos, sempre incompreendidos.
como dois orgulhosos sempre assim...
_"não gostava de ti, nem tu de mim "
Afirmávamos ambos convencidos.


Isso dava-se em outrora, em tempos idos..
 antes do nosso amor chegar ao fim...


Hoje depois de tanto orgulho enfim ,
não somos vencedores nem vencidos ...


Foi pouco tempo de namoro o nosso,
Mas não me esqueces no entanto totalmente,
como de todo te esquecer não posso...


Linhas iguais, nascemos como um par....
que e paralelas orgulhosamente hão de seguir sem nunca se encontrar !


COMEÇANDO A AMAR


Amor, é difícil acreditar...
sei lá.
De repente eu sou tua , você é meu...
A convivência 
teus gestos, os meus...
carinho, ternura, afeto...


Tuas mãos me tocando , eu sentindo você!
é maravilhoso sabe ?
olhar você todos os dias e poder te abraçar, te beijar, te sentir...
você é gente pacas sabia ?
E eu amo muito amar você !
É engraçado...
Existe tanta gente amando por ai ...
gente amando gestos ,palavras,
gente amando corpo, beleza,
gente amando dinheiro, status...
gente amando gente por diversas razões !
E eu amando um conjunto que te faz infinitamente belo...
Você se transforma numa caixinha de segredos onde apenas quem conhece os códigos
pode avaliar , quantas surpresas, quanta bondade, quanto amor, quanta humanidade exite dentro de você !
Sabe...
Eu te amo
E sou imensamente feliz por isso.
E se um dia tivermos  por algum motivo que ficar separados um do outro,
eu quero que saibas:
haja o que houver...
aconteça o que acontecer...
Eu sempre te amarei !
E por querer-te e amar-te te esperarei !!


RENASCEU


Deixaste-me só..
sem carinho, sem amor !!!
E eu fiquei triste, desiludida, a espera do teu retorno ...
Mas a espera foi infinita e inútil, nunca mais voltou...


Ainda hoje sinto a dor da carne despedaçada, o embaraço do momento...!


Quanta dor !


Ainda hoje a noite chega, ela e domina e me faz chorar!
Tanto tempo já se passou passou...E renasceu sabia ???


Num momento desses que paramos para pensar no que deixamos pra trás , surgiu, feriu e doeu mais e mais ...!
Sigo meu destino, nada mais me causará dor ..


Como poderei sofrer mais do que no dia em que perdi teu amor ?


INCERTEZA


Desde a manhã tristonha e que partiste, que não posso pensar senão em ti. 
Tenho a louca impressão que te perdi, que nada mais entre nós dois pode existir !


Ao te ver sorrir como sorriste, no instante da partida compreendi, que talvez, nunca mais voltes aqui...Que ei de viver eternamente triste .!


Porque tu me deixaste a duvidar?
Preferia mil vezes a certeza que um dia a certeza há de chegar...


Nem sabes a amargura que me invade.
A vida que hoje levo, é uma tristeza !


Um misto de tristeza e saudade .


EU FARIA 


Esquece teus erros e teus medos que eu os apago.
E cada passo em falso que der eu cairei no seu lugar.
Meu único prazer será te oferecer uma vida ideal,
sem tristeza e sem maldade.
Eu descobri quem sou e tudo mudou no dia em que eu descobri a tua vida !
E se por acaso o mundo lhe for cruel, eu estarei sempre com você.
Que todos s seus amores sejam certos e seguros, teus amigos sinceros.
Quero para ti um mundo onde o qual a raiva é a única desconhecida.
Eu farei um mundo onde tudo será bom, Você nunca estará sozinho !
Você não sentir falta de nada !


Eu gostaria de tudo saber para te proteger, ter uma visão ampla dese mistério que se chama vida !


VOCÊ


Você...
presença marcante em minha vida
retrato da felicidade,
amostra grátis de ternura.


Você...
a lembrança mais querida
espelho da simplicidade,
imagem mais que pura.


Você...
todo o meu contentamento
toda a minha devoção
todo o meu amor
todo o meu pensamento.


Você...
tudo de bom que existe,
todo amor que ainda persiste
dentro do coração !


PORQUE ?

Poque
me magoaste tanto?
não seria melhor
a verdade fatal ?
Não seria mais valiosa 
a despedida real ?

Porque
esta fuga incansável
pelo impossível ?
Não seria melhor
lutar até cansar?
amar até morrer ?

Não seria melhor se ficasses para sempre do meu lado?
Não ...
Preferes me ver sofrer !!! 


HISTÓRIA DE UM ORGULHO


Orgulhoso, a fronte erguida e altiva ! Nessa expressão de império e superioridade.
Possuía uma atitude estranhamente viva e sua maior glória era fazer-se esquivo ao domínio de alguém que o amasse de verdade.


Gostava de saber-se amado, e o seu olhar tinha então certa luz de vitória e alegria, mas seu prazer maior notava-se em seu ar ousado. Era o prazer de poder dominar já que nunca ao domínio se curvar sabia !


Mas eses dias conclui, por fim, que na minha presença você já não tinha mais o antigo ar superior. Cerrava seu olhar, assim como quem pensa...E notei várias vezes uma ternura imensa bem dentro doa seus olhos, e...
quem diria ! Que o imenso amor que nos uniu voltasse desa forma ?
Prefiro acreditar nessas promessas, nessa ilusão de te-lo ao meu lado , neste sonho de viver verdadeiramente feliz . 
Agora...
O passado já não importa as dores estão mortas ....


O DESTINO ME FOI CRUEL !


DIGO QUE TE ESQUEÇO


Creio que te esqueci...De agora em diante já não há mais nada entre nós dois, não há !
Achaste-me orgulhosa e intolerante e eu te achei menos fútil do que mau.

Foi um momento só...foi um instante essa nossa ilusão, e hoje, onde está aquele amor inquieto e intolerante ? Bem que pensava _ é falso, morrerá !

Sinto apenas que tenha te adorado, e que hoje sofra em vão, inutilmente procurando apagar todo o passado...

Digo que te esqueço, que não penso mais em ti ! Mas não me esqueço nunca e justamente porque fico a pensar que te esqueci !


TUDO - NADA


É assim mesmo essa vida, eu que tenho ao meu lado a espera do primeiro gesto de afeição, homens que desprezo e que me tem paixão, imploro teu amor de joelhos , - desprezada.
"És feliz "dizem uns , " és querida e admirada " outros dizem, no entanto eu sinto o coração vazio e ninguém sabe que em minha alma estão presos uma grande amor e um sonho imensurado.


" Podes ter aos pés o mundo e o que quiseres " afirmam-me...E eu sorrio, amargurada ante a oferta de amor de inúmeros homens...


Tanta coisa ! E minha alma triste ! De que me adianta esse amor, esse mundo, isso tudo se o tudo pra mim sem seu amor é nada ! 


CHEGUEI TARDE


Cheguei tarde bem sei...E após minha chegada foi que vi, afinal, que tu tinhas partido...

Mas teu vulto, distante, em sombras já perdido divisar ainda pude, ao longe pela estrada...

Seguia-te outro vulto, o alguém desconhecido que primeiro te encontras-te em tua caminhada. Partiste ! E eras feliz porque partiste amado, e eu fiquei entretanto, infeliz e esquecida!

Já não te vejo mais...Vais distante talvez..E ainda hoje tenho o olhar na estrada sem ninguém, por onde partiste um dia ,certa vez...
Fiquei,
Fiquei curtindo a dor de um destino atrasado, sorrindo por te ver feliz junto de alguém, chorando por não ter mais cedo te procurado e chegado !


CARTA A UM AMOR DO PASSADO


" Vou fazer este verso e entregar ao correio,ele é a carta que escrevo a um amor do passado.
Endereço não tem e meu maior receio, é que não chegue nunca e se perca no meio da viagem sem achar a quem foi destinado...


Escrevo, muito embora, é que hoje necessito recordar tempos bons, quando eu era feliz, e ao pensamento vem enquanto assim medito, um passado distante, intérmino e infinito que guardei pra mim nas memórias que fiz..


Vou tentar meu amor ...(perdoa-me se ainda quero chamar assim ao que não volta mais ), vou tentar resolver uma lembrança linda que em meu peito não morre e em minha alma não finda e ao meu viver de agora um sorriso me trás ...


Não te lembras bem sei...não importa no entanto, tão feliz hás de ser que hás de me julgar uma tola, mais eu vivo sempre a amargar o meu pranto, que fiz da minha vida um grande desencanto. E contro na lembrança dele algum consolo.


Mas não...não devo revolver cinzas quase apagadas, nem uma brasa extinta ao meu sopro atiçar...Depois...a minha vida e tua, hoje afastadas, jamais hão de se unir.São folhas desgarradas que nunca ao esmo ramo hão de  poder tornar.


Perdoa-me portanto esta carta, se acaso algum dia ela for parar nas tuas mãos, ninguém sabe quem és... E assim, não faça caso, ela é o raio de luz de uma ilusão  no acaso e a suplica final dos meus desejos vãos."


VENCIDA


" Bem que te uiz dizer as palavras mais duras, gritar que te desprezo, que te odeio enfim!
Fingir que já não tenho um mundo de torturas, no mundo de aflições que sinto dentro de mim...
Bem que te quiz ocultar as minhas desventuras, escarnecer da dor que ao meu viver deu fim, relembrar a sorrir as tuas falsas juras e ofender-te, e magoar-te e me vingar assim...
Bem que de tudo tentei, mas nada consegui ..E maldigo-me agora, e sofro e desespero porque não soube odiar...Porque não te ofendi ? foste cruel no entanto no meu tormento atroz...!
Foge-me a própria vida se esquecer, Te quero ! Se te quero ofender falta-me a própria voz ! "


" Pra escrever é necessário o máximo...
O máximo da dor,da alegria, do amor.
É necessário sangrar, ou simplesmente sonhar...

nada encanta se não for a essência de uma lágrima,
ou da irradiação do sorriso sincero !!"

- Pâmella Marcenal-

os textos mais bonitos saíram das dores mais fortes, das alegrias mais intensas...

Escrever é mais do que transferir tinta ao papel, é se doar a ele !!
É saber que pode mostrar para quem quiser, ou guardar no fundo do armário seu sofrimento/alegria de outrora...Escrever é uma arte, da qual não quero ser ceifada jamais..pois as minhas tristezas alegrias precisam de um lugar, assim como eu !



Tenho mil amigos, mais o papel ainda é o melhor...ele não me trai..não faz fofoca de mim...!!!
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"Não permitas que eu julgue o modo de andar de meu próximo sem antes ter andado três dias com as sandálias dele."
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Eu estou cansada...cansada de só ser eu mesma nas madrugadas onde todos dormem...E eu comigo mesma me entendo, me afago, me odeio e me distraio...!!! Cansada de ser minha própria amiga, minha própria conselheira, meu próprio ombro...Cansada de calar quando tenho que falar..e de as vezes falar demais... Cansei...!!! Cansei de deixar as pessoas decidirem minha vida, meus sonhos ,meus objetivos, minhas direções...! Eu fiz planos pra mim...eu crei laços comigo...Eu criei uma personalidade, que muitos não gostam, mais que diferença faz..eles nem estão aqui..eles nem sabem o porque disso tudo...eles me acham "dramática", mas fazer o que...é sempre assim...o que não está dentro de você, sempre aparenta dramaturgia para quem de fora vê...mais eles nem sabem como me sinto...o vazio que corre todas as madrugadas em que eu comigo mesma tento me achar...me conhecer e me fazer feliz !!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Litratura e poesia !! O máximo !

O título da matéria deveria ter sido "100 Livros Essenciais ao Cidadão Brasileiro" e não apenas para vestibulares.


Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto ou siga as dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências, no hotsite Biblioteca Básica.

Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.
Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo. 


É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada. 

Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.

O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!



Adélia Prado: Bagagem 

Aluísio Azevedo: O Cortiço 

Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos
Noite na Taverna 

Antonio Callado: Quarup 

Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda 

Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino 

Augusto de Campos: Viva Vaia 

Augusto dos Anjos: Eu 

Autran Dourado: Ópera dos Mortos 

Basílio da Gama: O Uraguai 

Bernando Élis: O Tronco 

Bernando Guimarães: A Escrava Isaura 

Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados 

Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
Claro Enigma 

Castro Alves: Os Escravos
Espumas Flutuantes 

Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência
Mar Absoluto 

Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
Laços de Família 

Cruz e Souza: Broquéis 

Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba 

Dias Gomes: O Pagador de Promessas 

Dyonélio Machado: Os Ratos 

Erico Verissimo: O Tempo e o Vento 

Euclides da Cunha: Os Sertões 

Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro? 

Fernando Sabino: O Encontro Marcado 

Ferreira Gullar: Poema Sujo 

Gonçalves Dias: I-Juca Pirama 

Graça Aranha: Canaã 

Graciliano Ramos: Vidas Secas
São Bernardo 

Gregório de Matos: Obra Poética

Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
Sagarana 

Haroldo de Campos: Galáxias 

Hilda Hilst: A Obscena Senhora D 

Ignágio de Loyola Brandão: Zero 

João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço 

João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina 

João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas 

João Gilberto Noll: Harmada 

João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos 

João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro 

Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha 

Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela
Terras do Sem Fim 

Jorge de Lima: Invenção de Orfeu 

José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen 

José de Alencar: O Guarani
Lucíola 

José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto 

José Lins do Rego: Fogo Morto 

Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma 

Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada 

Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé 

Luiz Vilela: Tremor de Terra 

Lygia Fagundes Telles: As Meninas
Seminário dos Ratos 

Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Dom Casmurro 

Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias 

Manuel Bandeira: Libertinagem 
Estrela da Manhã 

Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre 

Mário de Andrade: Macunaíma; 
Paulicéia Desvairada 

Mário Faustino: o Homem e Sua Hora 

Mário Quintana: Nova Antologia Poética 

Marques Rebelo: A Estrela Sobe 

Menotti Del Picchia: Juca Mulato 

Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo 

Murilo Mendes: As Metamorfoses 

Murilo Rubião: O Ex-Mágico 

Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva
A Vida Como Ela É 

Olavo Bilac: Poesias 

Osman Lins: Avalovara 

Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande
Memórias Sentimentais de João Miramar 

Otto Lara Resende: O Braço Direito 

Padre Antônio Vieira: Sermões 

Paulo Leminski: Catatau 

Pedro Nava: Baú de Ossos 

Plínio Marcos: Navalha de Carne 

Rachel de Queiroz: O Quinze 

Raduan Nassar: Lavoura Arcaica
Um Copo de Cólera 

Raul Pompéia: O Ateneu 

Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas 

Rubem Fonseca: A Coleira do Cão 

Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson 

Stanislaw Ponte Preta: Febeapá 

Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
Cartas Chilenas 

Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética 

Visconde de Taunay: Inocência


Quando pequenos, temos em nós um profundo ímpeto em saber as coisas, que é constantemente tolhido pelos adultos que nos cercam.
“Por que, pai? Por que, mãe? – Porque sim, moleque chato.”
O intrigante é que essa curiosidade infantil é justamente uma das características que mais deveriam ser incentivadas e cultivadas em nós. Talvez, se fôssemos estimulados a sempre buscarmos respostas para as coisas que não entendemos, o percentual de leitores não ficasse sempre com as médias vergonhosas de sempre.
Querer saber mais, por si só, já é meio caminho andado para gostar de ler. Quanto mais você lê, mais você sabe; quanto mais você sabe, mais você quer saber. E aí o processo se retroalimenta sem necessidade de maiores explicações. Entretanto, o que fazemos com nossas crianças é, aos poucos, tentarmos enquadrá-las em fôrmas pré-moldadas de comportamentos “aceitos” socialmente – muitas vezes, fôrmas baseadas em nossas próprias atitudes, que foram baseadas nas de nossos pais etc.
Mas o maior agravante é que não somos os únicos responsáveis por moldar as crianças. A escola é, certamente, a maior vilã de toda essa história. Primeiramente porque, desde que o método moderno de ensino foi implantado, foi responsável por nos moldar, assim como moldou nossos pais, avós, bisavós ad aeternum. Dessa forma, nós também somos obviamente produtos pré-moldados.
O principal problema reside no fato de que nossas escolas não nos ensinam a pensar. O que a gente aprende desde cedo é pensar de acordo com o que outros já pensaram, com suas realizações e descobertas. Quantos de nós podemos levantar a mão e dizer que tiveram um professor que não seguia estritamente o que constava nos livros e apostilas? Ou, mais ainda, que se prestavam a discutir o que estava sendo ministrado em aula não como verdade absoluta, mas como uma das versões da história, um dos jeitos de fazer, uma das soluções?
Pensando por esse lado, não espanta o fato de chegarmos ao Ensino Médio odiando a Filosofia, por exemplo. Aposto que não raro você, leitor, depara-se com um adolescente reclamando que estudar Filosofia é chato e só maluco faz isso. Isso porque a Filosofia (claro, isso conforme o jeito com o qual ela é ensinada) força a gente a pensar. E a gente não está acostumado a pensar. Acomodados, não gostamos de ter que pensar por nós mesmos. Essa é mais uma verdade constrangedora que muitas vezes não conseguimos enxergar e, não enxergando, continuamos a dar seguimento ao sistema já implantado. A velha história do dado viciado. Não adianta mudar os jogadores se o jogo é o mesmo, o resultado sempre vai ser igual.
Por isso é tão importante incentivarmos a curiosidade infantil e o anseio de sempre saber mais. Aos poucos, os pequenos começam a aprender a ir, por eles mesmo, atrás das verdades e inevitavelmente viram leitores vorazes. Essa é uma teoria particular, e sei que pode parecer simplista e até otimista demais. Mas justamente por ser simples que acredito fielmente em sua eficácia.





Li em algum blog, amei...e me desculpe...mais copiei...se a dona desse texto me achar..dei-me seu nome,  vou adorar divulgar..


Queria que soubesse.
Por isso escrevi.

Uma lembrança, mistura de um afeto e uma juventude que gostaria de recordar. Tempo de pureza e inocência esquecidos, de mente e corpo livres. Coisas da infância parte de mim que gostaria de reeviver.

Materializados em pele, lábios, olhos, com um sorriso tolo, cabelos castanhos e iguais aos de sempre. Um sentimento inexplicável me toma quando percebo sua presença, seu toque e cheiro.Tudo apenas me faz recordar momentos. Me sinto apaixonada e confusa, não sei se minha paixão é por ele, ou por mim.

Ah minhas ideologias, seu sonhos, minhas pequenas conquistas, meu poder, que apenas a juventude dá. Não sabia o que fazia, mas tinha certezas.

Não tinha medo do escuro, trilhava meu próprio caminho, e sabia que poderia conquistar o mundo.

Um tempo bom. Que tento recordar.

Minhas aflições sempre foram assim, sem explicação e incompreensíveis, profundas ao ponto de machucar a alma.

Pequenas conquistas me deixam feliz.
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A arte não tem fronteiras, não tem sexo, cor religião.
Não é nem imparcial e nem parcial.
Não sabe o que diz, não fala, não se explica. Senti-se.
Não tem caminhos, não chega a lugar algum.
Mas talvez chegasse a algum lugar.

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O Guardador de Rebanhos
XLI


"No entardecer dos dias de Verão , ás vezes, 
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Quem passa , um momento , uma leve brisa...
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas,
E os nosso sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...


Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem! 
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão...
Bastar-nos-ia sentir com clareza a vida 
E nem repararmos para que há sentidos...


Mas graças a Deus que há imperfeição no Munod
Porque a imperfeição é uma cousa 
E haver gente que erra é original, 
E haver gente doente torna o Mundo engraçado.
Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menos, 
E deve haver muita cousa
Para termos muito que ver e ouvir..."


7-5-1914
Poemas de Alberto Caeiro - Fernado Pessoa


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Fahrenheit 451 e sua boa adaptação para os quadrinhos




O cenário é desolador. As pessoas pouco conversam. As televisões são projetadas nas paredes das casas – em um mesmo ambiente, se os quatro lados puderem ser transformados em telas, um tanto melhor. Quase ninguém presta atenção no que está ao seu redor. As publicidades possuem tamanhos colossais, para que os jovens que dirigem a mais de 190 quilômetros por hora possam vê-las.
Nesse lugar, qualquer livro é um objeto proibido. Para que não haja risco da população possuir bibliotecas – ou um mísero exemplar de alguma obra –, bombeiros são encarregados de atear fogo em qualquer livro que encontram. Isso mesmo, em Fahrenheit 451 (temperatura na qual o papel pega fogo) os bombeiros colocam fogo em livros, ao invés de apagar incêndios. O objetivo? Acabar com discussões provenientes de pensamentos opostos e, consequentemente, trazer a felicidade para todo o povo.
A história tem Montag, um bombeiro, como personagem principal. O cara se orgulha de sua profissão e realiza sua tarefa com prazer, até que um dia se encontra com Clarisse, sua vizinha de 17 anos. A menina – uma “subversiva” que ousa admirar as flores e sentir prazer em tomar chuva – puxa conversa com Montag e o questiona de diversas coisas relacionadas à forma como ele leva a vida. Ao final do papo, começa a surgir no bombeiro uma espécie de rebeldia, que propulsionará a mudança que acontece com o personagem ao longo da história.
Escrito por Ray Bradbury, Fahrenheit 451 foi transposto para os quadrinhos por Tim Hamilton (com autorização e aprovação Bradbury) em 2009 e agora chega ao Brasil pela Globo Graphics. A adaptação segue fielmente a obra original, mantendo inclusive as falas mais marcantes dos personagens. Como o texto de Bradbury conta com poucas descrições de cenários, a maioria dos desenhos são repletos de sombras, o que permite ao desenhista omitir boa parte dos espaços onde a história se passa ou trabalhar apenas com traços mais simples. Consequentemente, esse recurso acaba proporcionando à história um clima mais sombrio do que a sua versão original. Também em decorrência dos parcos cenários, os planos mais fechados são bastante utilizados, para que a atenção esteja realmente centrada nos personagens – por isso mesmo, as expressões nos rostos de cada um deles poderiam ser melhor trabalhadas.
Caso Hamilton tivesse se preocupado um pouco mais com a maneira que a história é contada nos quadrinhos, o resultado final de seu trabalho com certeza seria melhor. Em muitos momentos falta dramaticidade. O tom dos acontecimentos pouco varia, quase tudo parece acontecer sob o mesmo clima, e isso acaba por prejudicar um pouco a intensidade das cenas.
Apesar da obra ser bem adaptada para os quadrinhos, ela perde parte de suas forças nesse formato de mídia. Uma história que fala sobre uma sociedade onde os livros são proibidos e queimados possuí um significado muito maior quando contada exatamente em um livro. E que fique claro que livros e histórias em quadrinhos, por mais que possuam formatos muito semelhantes, são mídias distintas. Para boa parte dos estudiosos, inclusive, as Hqs se aproximam muito mais do Cinema – principalmente por causa da relação entre palavras e imagens – do que da Literatura.
A versão em quadrinhos de Fahrenheit 451 poderia ser melhor em alguns pontos, mas, apesar disso, é sim uma boa obra e uma excelente opção tanto para quem já leu o livro quanto para aqueles que desejam conhecer essa história, que está no hall dos grandes clássicos da ficção científica com teor distópico, junto com 1984, de George Orwell, Admirável mundo novo, de Aldous Huxley e Laranja mecânica, de Anthony Burgess.
Livro: Fahrenheit 451
Autor: Ray Bradbury e Tim Hamilton
Tradução: Ricardo Lísias e Renato Marques
Editora: Globo
Páginas: 160