quinta-feira, 3 de maio de 2012

Litratura e poesia !! O máximo !

O título da matéria deveria ter sido "100 Livros Essenciais ao Cidadão Brasileiro" e não apenas para vestibulares.


Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto ou siga as dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências, no hotsite Biblioteca Básica.

Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.
Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo. 


É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada. 

Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.

O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!



Adélia Prado: Bagagem 

Aluísio Azevedo: O Cortiço 

Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos
Noite na Taverna 

Antonio Callado: Quarup 

Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda 

Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino 

Augusto de Campos: Viva Vaia 

Augusto dos Anjos: Eu 

Autran Dourado: Ópera dos Mortos 

Basílio da Gama: O Uraguai 

Bernando Élis: O Tronco 

Bernando Guimarães: A Escrava Isaura 

Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados 

Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
Claro Enigma 

Castro Alves: Os Escravos
Espumas Flutuantes 

Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência
Mar Absoluto 

Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
Laços de Família 

Cruz e Souza: Broquéis 

Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba 

Dias Gomes: O Pagador de Promessas 

Dyonélio Machado: Os Ratos 

Erico Verissimo: O Tempo e o Vento 

Euclides da Cunha: Os Sertões 

Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro? 

Fernando Sabino: O Encontro Marcado 

Ferreira Gullar: Poema Sujo 

Gonçalves Dias: I-Juca Pirama 

Graça Aranha: Canaã 

Graciliano Ramos: Vidas Secas
São Bernardo 

Gregório de Matos: Obra Poética

Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
Sagarana 

Haroldo de Campos: Galáxias 

Hilda Hilst: A Obscena Senhora D 

Ignágio de Loyola Brandão: Zero 

João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço 

João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina 

João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas 

João Gilberto Noll: Harmada 

João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos 

João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro 

Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha 

Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela
Terras do Sem Fim 

Jorge de Lima: Invenção de Orfeu 

José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen 

José de Alencar: O Guarani
Lucíola 

José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto 

José Lins do Rego: Fogo Morto 

Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma 

Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada 

Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé 

Luiz Vilela: Tremor de Terra 

Lygia Fagundes Telles: As Meninas
Seminário dos Ratos 

Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Dom Casmurro 

Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias 

Manuel Bandeira: Libertinagem 
Estrela da Manhã 

Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre 

Mário de Andrade: Macunaíma; 
Paulicéia Desvairada 

Mário Faustino: o Homem e Sua Hora 

Mário Quintana: Nova Antologia Poética 

Marques Rebelo: A Estrela Sobe 

Menotti Del Picchia: Juca Mulato 

Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo 

Murilo Mendes: As Metamorfoses 

Murilo Rubião: O Ex-Mágico 

Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva
A Vida Como Ela É 

Olavo Bilac: Poesias 

Osman Lins: Avalovara 

Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande
Memórias Sentimentais de João Miramar 

Otto Lara Resende: O Braço Direito 

Padre Antônio Vieira: Sermões 

Paulo Leminski: Catatau 

Pedro Nava: Baú de Ossos 

Plínio Marcos: Navalha de Carne 

Rachel de Queiroz: O Quinze 

Raduan Nassar: Lavoura Arcaica
Um Copo de Cólera 

Raul Pompéia: O Ateneu 

Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas 

Rubem Fonseca: A Coleira do Cão 

Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson 

Stanislaw Ponte Preta: Febeapá 

Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
Cartas Chilenas 

Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética 

Visconde de Taunay: Inocência


Quando pequenos, temos em nós um profundo ímpeto em saber as coisas, que é constantemente tolhido pelos adultos que nos cercam.
“Por que, pai? Por que, mãe? – Porque sim, moleque chato.”
O intrigante é que essa curiosidade infantil é justamente uma das características que mais deveriam ser incentivadas e cultivadas em nós. Talvez, se fôssemos estimulados a sempre buscarmos respostas para as coisas que não entendemos, o percentual de leitores não ficasse sempre com as médias vergonhosas de sempre.
Querer saber mais, por si só, já é meio caminho andado para gostar de ler. Quanto mais você lê, mais você sabe; quanto mais você sabe, mais você quer saber. E aí o processo se retroalimenta sem necessidade de maiores explicações. Entretanto, o que fazemos com nossas crianças é, aos poucos, tentarmos enquadrá-las em fôrmas pré-moldadas de comportamentos “aceitos” socialmente – muitas vezes, fôrmas baseadas em nossas próprias atitudes, que foram baseadas nas de nossos pais etc.
Mas o maior agravante é que não somos os únicos responsáveis por moldar as crianças. A escola é, certamente, a maior vilã de toda essa história. Primeiramente porque, desde que o método moderno de ensino foi implantado, foi responsável por nos moldar, assim como moldou nossos pais, avós, bisavós ad aeternum. Dessa forma, nós também somos obviamente produtos pré-moldados.
O principal problema reside no fato de que nossas escolas não nos ensinam a pensar. O que a gente aprende desde cedo é pensar de acordo com o que outros já pensaram, com suas realizações e descobertas. Quantos de nós podemos levantar a mão e dizer que tiveram um professor que não seguia estritamente o que constava nos livros e apostilas? Ou, mais ainda, que se prestavam a discutir o que estava sendo ministrado em aula não como verdade absoluta, mas como uma das versões da história, um dos jeitos de fazer, uma das soluções?
Pensando por esse lado, não espanta o fato de chegarmos ao Ensino Médio odiando a Filosofia, por exemplo. Aposto que não raro você, leitor, depara-se com um adolescente reclamando que estudar Filosofia é chato e só maluco faz isso. Isso porque a Filosofia (claro, isso conforme o jeito com o qual ela é ensinada) força a gente a pensar. E a gente não está acostumado a pensar. Acomodados, não gostamos de ter que pensar por nós mesmos. Essa é mais uma verdade constrangedora que muitas vezes não conseguimos enxergar e, não enxergando, continuamos a dar seguimento ao sistema já implantado. A velha história do dado viciado. Não adianta mudar os jogadores se o jogo é o mesmo, o resultado sempre vai ser igual.
Por isso é tão importante incentivarmos a curiosidade infantil e o anseio de sempre saber mais. Aos poucos, os pequenos começam a aprender a ir, por eles mesmo, atrás das verdades e inevitavelmente viram leitores vorazes. Essa é uma teoria particular, e sei que pode parecer simplista e até otimista demais. Mas justamente por ser simples que acredito fielmente em sua eficácia.





Li em algum blog, amei...e me desculpe...mais copiei...se a dona desse texto me achar..dei-me seu nome,  vou adorar divulgar..


Queria que soubesse.
Por isso escrevi.

Uma lembrança, mistura de um afeto e uma juventude que gostaria de recordar. Tempo de pureza e inocência esquecidos, de mente e corpo livres. Coisas da infância parte de mim que gostaria de reeviver.

Materializados em pele, lábios, olhos, com um sorriso tolo, cabelos castanhos e iguais aos de sempre. Um sentimento inexplicável me toma quando percebo sua presença, seu toque e cheiro.Tudo apenas me faz recordar momentos. Me sinto apaixonada e confusa, não sei se minha paixão é por ele, ou por mim.

Ah minhas ideologias, seu sonhos, minhas pequenas conquistas, meu poder, que apenas a juventude dá. Não sabia o que fazia, mas tinha certezas.

Não tinha medo do escuro, trilhava meu próprio caminho, e sabia que poderia conquistar o mundo.

Um tempo bom. Que tento recordar.

Minhas aflições sempre foram assim, sem explicação e incompreensíveis, profundas ao ponto de machucar a alma.

Pequenas conquistas me deixam feliz.
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A arte não tem fronteiras, não tem sexo, cor religião.
Não é nem imparcial e nem parcial.
Não sabe o que diz, não fala, não se explica. Senti-se.
Não tem caminhos, não chega a lugar algum.
Mas talvez chegasse a algum lugar.

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O Guardador de Rebanhos
XLI


"No entardecer dos dias de Verão , ás vezes, 
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Quem passa , um momento , uma leve brisa...
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas,
E os nosso sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...


Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem! 
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão...
Bastar-nos-ia sentir com clareza a vida 
E nem repararmos para que há sentidos...


Mas graças a Deus que há imperfeição no Munod
Porque a imperfeição é uma cousa 
E haver gente que erra é original, 
E haver gente doente torna o Mundo engraçado.
Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menos, 
E deve haver muita cousa
Para termos muito que ver e ouvir..."


7-5-1914
Poemas de Alberto Caeiro - Fernado Pessoa


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Fahrenheit 451 e sua boa adaptação para os quadrinhos




O cenário é desolador. As pessoas pouco conversam. As televisões são projetadas nas paredes das casas – em um mesmo ambiente, se os quatro lados puderem ser transformados em telas, um tanto melhor. Quase ninguém presta atenção no que está ao seu redor. As publicidades possuem tamanhos colossais, para que os jovens que dirigem a mais de 190 quilômetros por hora possam vê-las.
Nesse lugar, qualquer livro é um objeto proibido. Para que não haja risco da população possuir bibliotecas – ou um mísero exemplar de alguma obra –, bombeiros são encarregados de atear fogo em qualquer livro que encontram. Isso mesmo, em Fahrenheit 451 (temperatura na qual o papel pega fogo) os bombeiros colocam fogo em livros, ao invés de apagar incêndios. O objetivo? Acabar com discussões provenientes de pensamentos opostos e, consequentemente, trazer a felicidade para todo o povo.
A história tem Montag, um bombeiro, como personagem principal. O cara se orgulha de sua profissão e realiza sua tarefa com prazer, até que um dia se encontra com Clarisse, sua vizinha de 17 anos. A menina – uma “subversiva” que ousa admirar as flores e sentir prazer em tomar chuva – puxa conversa com Montag e o questiona de diversas coisas relacionadas à forma como ele leva a vida. Ao final do papo, começa a surgir no bombeiro uma espécie de rebeldia, que propulsionará a mudança que acontece com o personagem ao longo da história.
Escrito por Ray Bradbury, Fahrenheit 451 foi transposto para os quadrinhos por Tim Hamilton (com autorização e aprovação Bradbury) em 2009 e agora chega ao Brasil pela Globo Graphics. A adaptação segue fielmente a obra original, mantendo inclusive as falas mais marcantes dos personagens. Como o texto de Bradbury conta com poucas descrições de cenários, a maioria dos desenhos são repletos de sombras, o que permite ao desenhista omitir boa parte dos espaços onde a história se passa ou trabalhar apenas com traços mais simples. Consequentemente, esse recurso acaba proporcionando à história um clima mais sombrio do que a sua versão original. Também em decorrência dos parcos cenários, os planos mais fechados são bastante utilizados, para que a atenção esteja realmente centrada nos personagens – por isso mesmo, as expressões nos rostos de cada um deles poderiam ser melhor trabalhadas.
Caso Hamilton tivesse se preocupado um pouco mais com a maneira que a história é contada nos quadrinhos, o resultado final de seu trabalho com certeza seria melhor. Em muitos momentos falta dramaticidade. O tom dos acontecimentos pouco varia, quase tudo parece acontecer sob o mesmo clima, e isso acaba por prejudicar um pouco a intensidade das cenas.
Apesar da obra ser bem adaptada para os quadrinhos, ela perde parte de suas forças nesse formato de mídia. Uma história que fala sobre uma sociedade onde os livros são proibidos e queimados possuí um significado muito maior quando contada exatamente em um livro. E que fique claro que livros e histórias em quadrinhos, por mais que possuam formatos muito semelhantes, são mídias distintas. Para boa parte dos estudiosos, inclusive, as Hqs se aproximam muito mais do Cinema – principalmente por causa da relação entre palavras e imagens – do que da Literatura.
A versão em quadrinhos de Fahrenheit 451 poderia ser melhor em alguns pontos, mas, apesar disso, é sim uma boa obra e uma excelente opção tanto para quem já leu o livro quanto para aqueles que desejam conhecer essa história, que está no hall dos grandes clássicos da ficção científica com teor distópico, junto com 1984, de George Orwell, Admirável mundo novo, de Aldous Huxley e Laranja mecânica, de Anthony Burgess.
Livro: Fahrenheit 451
Autor: Ray Bradbury e Tim Hamilton
Tradução: Ricardo Lísias e Renato Marques
Editora: Globo
Páginas: 160





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