Como fazer a mala perfeita
Guilherme Paulus, fundador e sócio da CVC
Irene Cristina Loureiro, organizadora profissional da Benfatto
Quem nunca se esqueceu de levar itens essenciais numa viagem ou abriu a mala e descobriu que o condicionador vazou? Para evitar dores de cabeça e aproveitar melhor o espaço, alguns cuidados são fundamentais. Comece checando a previsão do tempo no local do destino. “Isso evita roupas erradas e gastos com peças novas”, diz Guilherme Paulus, da CVC. Invista em peças curingas, que podem ser combinadas entre si e incrementadas com acessórios. Antes de colocar as roupas na mala, agrupe-as sobre a cama e pense se pode excluir alguma coisa. “A mala ideal tem o tamanho do tronco da pessoa”, diz Irene Cristina Loureiro, da empresa Benfatto. “Isso evita que se dobrem as peças muitas vezes.” Guarde frascos com líquidos em embalagens que não vazem. Proteja a roupa íntima em saquinhos de tecido que podem ser colocados na gaveta do hotel sem deixar as peças em contato com o móvel.
Além de querer (e saber) ser autossuficiente, a mulher deseja ajudar mais financeiramente seus filhos e seus netos. Quase oito em cada dez mulheres de todas as gerações têm esse perfil, de acordo com um estudo da MetLife, uma das maiores empresas de seguro de vida, acidentes pessoais e benefícios.
A pesquisa mostra que 89% das mulheres entre 48 e 66 anos (Baby Boomers) também se prepararam para sua aposentadoria, para não depender dos membros da família. As mulheres entre 36 e 47 anos (Geração X) também têm esse planejamento (88%), assim como as mais novas ( 84%) entre 22 e 35 anos (Geração Y).
A autossuficiência é um traço mais marcante entre as mulheres mais velhas, as Baby Boomers – 60% delas buscam esse estágio na vida, contra 47% da Geração X e 50% da Geração Y.
Mas são as mais jovens – Geração Y – as mais ponderadas. A pesquisa aponta que 54% preferem gastar dinheiro na aposentadoria a economizar com o propósito de deixar uma herança, contra 69% da Geração X e 73% das Baby Boomers.
As mulheres mais jovens também se preocupam muito com a educação dos filhos (15% contra 13% da Geração X e 8% das Baby Boomers) e têm mais desejo em ajudá-los financeiramente (57% contra 51% da Geração Y e 45% das Baby Boomers).
O estudo foi feito com 1.060 mulheres norte-americanas entre 29 de junho e 20 de julho de 2011.
Hoje elas podem mais
Ao cruzar essa pesquisa com os dados mais recentes do Dieese, constatamos que alguns problemas enfrentados pela geração Baby Boomers e a Geração X estão se deteriorando. Um deles é a diferença entre as remunerações pagas a mulheres e homens.
Apesar do aumento ser recente – em 2010 os valores médios dos rendimentos das mulheres correspondiam a 75,2% dos obtidos pelos homens, em 2011 essa proporção passou para 76,7%. -, já é possível constatar que as mulheres de hoje têm mais condições de fazer tudo aquilo que desejam: serem mais autossuficientes e ajudar os outros membros da família.


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